A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba, a Codevasf, homologou o resultado de Pregão Eletrônico que vai garantir um investimento superior a 14 milhões e 300 mil reais em sistemas de irrigação para o Projeto Marrecas-Jenipapo, em São João do Piauí.

A expectativa é que sejam implantados sistemas de irrigação nos lotes e o projeto enfim possa servir como instrumento de geração de emprego e renda.
Ao todo, serão implantados 200 sistemas de irrigação, cada um destinado a uma área de 5 hectares, totalizando mil hectares irrigados dentro do projeto.

Segundo a Codevasf, a distribuição dos lotes foi definida de acordo com as culturas agrícolas da região. Serão:
75 lotes para o cultivo de manga,
45 para banana,
30 lotes destinados ao cultivo consorciado de acerola e goiaba,
e 50 lotes para o cultivo de uva, utilizando sistema de microaspersão invertida.

Além da estrutura de irrigação, o projeto inclui ainda a instalação de 200 conjuntos motobomba, responsáveis pelo funcionamento e pela distribuição da água em toda a área produtiva.

O prazo para execução dos serviços é de até 360 dias, contados a partir da emissão da ordem de serviço, período em que a empresa contratada deverá realizar o fornecimento, a montagem e a instalação completa dos sistemas.

O processo licitatório foi dividido em seis itens, com participação de empresas de diferentes regiões do país. Duas empresas ficaram responsáveis pela maior parte dos serviços: uma da Bahia e outra de Minas Gerais.

O Projeto Marrecas-Jenipapo tem origem ainda no ano de 2013, durante o governo da então presidente Dilma Rousseff, quando a obra foi incluída no Programa de Aceleração do Crescimento, o PAC, atendendo a uma reivindicação do então deputado federal Paes Landim.

Na época, os projetos iniciais haviam sido conduzidos pelo então Superintendente da Codevasf no Piauí, Dr Hildo Diniz, já falecido. Desde então, o projeto sempre foi apontado como uma das principais iniciativas de irrigação da região, com potencial para transformar a realidade produtiva local. Entretanto, ao longo dos anos, as obras sofreram sucessivas interrupções.

A expectativa é de que, com a implantação dos sistemas, haja aumento da produtividade agrícola, geração de empregos e melhoria da qualidade de vida das famílias que vivem no campo.

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