O cenário da estiagem no Piauí apresentou melhora significativa no mês de junho de 2026. De acordo com o mais recente boletim da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), nenhum dos 224 municípios piauienses registra mais seca grave, extrema ou excepcional. Além disso, 54 municípios já não apresentam qualquer nível de seca.
Apesar do avanço, São João do Piauí continua classificado na categoria de seca moderada (S1), situação que também abrange outros municípios do Sul e Sudeste do estado, como São Raimundo Nonato, Simplício Mendes, Picos, Oeiras, Paulistana, Jaicós e Dom Inocêncio.
O levantamento mostra que a recuperação foi mais intensa nas regiões Norte e Litoral do Piauí, onde diversas cidades passaram a integrar a categoria Sem Seca (SI), indicando ausência de impactos relacionados à estiagem. Já nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Sul, a seca moderada ainda predomina, exigindo acompanhamento contínuo das condições climáticas e dos recursos hídricos.
Segundo a Semarh, o novo boletim representa uma mudança expressiva em relação ao início do ano. Em janeiro de 2026, todos os municípios piauienses apresentavam algum nível de seca, sendo 49 classificados em seca extrema. Com o período chuvoso registrado nos primeiros meses do ano, o estado conseguiu eliminar as categorias mais severas do monitoramento.
Atualmente, 170 municípios ainda registram algum grau de estiagem, concentrados apenas nas classificações de seca fraca (S0) e seca moderada (S1).
A categoria de seca moderada indica impactos mais perceptíveis na agricultura e na disponibilidade de água, como redução dos níveis dos reservatórios, prejuízos às lavouras e possibilidade de adoção de medidas voluntárias para o uso racional dos recursos hídricos.
Mesmo com a melhora do cenário estadual, especialistas reforçam que o monitoramento deve continuar, principalmente em municípios como São João do Piauí, onde a irregularidade das chuvas ainda pode comprometer a recuperação da umidade do solo e a recarga dos reservatórios.
O Monitor de Secas é utilizado para orientar ações de gestão dos recursos hídricos e apoiar políticas públicas voltadas ao enfrentamento dos impactos da estiagem em todo o estado.

