Funcionário da COX Energy é morto a facadas em alojamento na zona rural de São João do Piauí.

Um homicídio chocou os trabalhadores da empresa COX Energy no início da noite do último sábado(05/07), no alojamento localizado nas proximidades do assentamento Capim Grosso, na zona rural de São João do Piauí. A vítima, identificada como Bruno Ueslei Batista Ferreira, de 28 anos, natural de Remanso-BA e residente no povoado Bachão da Vereda, em São Raimundo Nonato, foi morto a facadas após uma discussão com um colega de trabalho.

De acordo com informações da Polícia Militar, a tragédia teve início durante uma tarde de confraternização entre funcionários da empresa, marcada pelo consumo de bebida alcoólica. O clima amistoso deu lugar a uma discussão acalorada entre Bruno e Pedro Emanuel Lima, de 27 anos, natural de Açu-RN. Em determinado momento, Pedro teria desferido golpes de arma branca contra Bruno, que morreu ainda no local, antes mesmo da chegada do socorro.

A Polícia Militar foi acionada por um funcionário da empresa e se deslocou até o local. A área foi isolada para o trabalho da perícia, conduzido por uma equipe do Instituto de Criminalística de São Raimundo Nonato. O corpo da vítima foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal para exames de necropsia.

Logo após o crime, o acusado fugiu para uma área de mata próxima. A Polícia Militar iniciou diligências ainda durante a noite e, por volta da madrugada de domingo, conseguiu localizar e prender o suspeito, que foi encontrado dormindo em meio ao matagal. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de São João do Piauí, onde permanece detido e à disposição da Justiça.

Segundo registros policiais, o suspeito teria antecedentes criminais: ele chegou a ser preso no ano de 2018 acusado de tráfico de drogas no seu estado natal, o Rio Grande do Norte.

A Polícia Civil já iniciou a investigação para esclarecer os detalhes do ocorrido. Além dos laudos da perícia, o trabalho deverá envolver a oitiva do depoimento de várias testemunhas que estariam no local. A tese inicial é de que houve um homicídio qualificado por motivo fútil. O motivo fútil é caracterizado pela total desproporção entre o motivo e o resultado da morte, ou seja, a motivação é considerada insignificante em relação à gravidade do ato.

Procurada por esta emissora, a COX Energy se pronunciou oficialmente sobre o ocorrido. No comunicado, a empresa lamenta profundamente o falecimento do colaborador e esclarece que o episódio aconteceu fora das dependências da empresa e fora do horário de trabalho, após uma discussão de caráter estritamente pessoal entre os dois empregados envolvidos.

A nota destaca ainda que a COX está colaborando integralmente com as autoridades competentes para o total esclarecimento dos fatos, conforme orientação de sua equipe jurídica. Por fim, a empresa manifesta condolências à família da vítima e afirma que continuará prestando todo o apoio necessário aos familiares.

O crime reacende o debate sobre as condições de convivência em alojamentos de grandes empreendimentos e a responsabilidade das empresas na prevenção de situações de risco entre seus colaboradores.

Justiça condena homem por tráfico de drogas e posse ilegal de arma em São João do Piauí

A Justiça de São João do Piauí condenou um homem pelos crimes de tráfico de entorpecentes e posse ilegal de arma de fogo. A sentença foi proferida pela juíza Carmelita Angélica Lacerda Brito de Oliveira, da 1ª Vara da Comarca, e estabelece pena total de seis anos de prisão em regime semiaberto, além do pagamento de 510 dias-multa.

O caso teve início com o cumprimento de mandado de busca e apreensão, em julho de 2024, na residência do acusado, localizada na Rua Joaquim Paulo. Durante a ação policial, foram encontrados diversos papelotes contendo substâncias análogas à maconha e à cocaína, além de uma arma de fogo municiada, balança de precisão, sacos plásticos para embalo de drogas e dinheiro em espécie.

De acordo com os autos, os policiais civis relataram que o acusado era investigado por possível ligação com o tráfico de drogas e com uma organização criminosa. Ao ser abordado, o acusado portava uma arma de fogo na cintura. No imóvel, foram localizados os entorpecentes e materiais utilizados para fracionamento e comercialização das drogas. A companheira e a mãe do réu também prestaram depoimentos confirmando que ele fazia uso de drogas e possuía a arma para “segurança pessoal”.

A defesa alegou que o acusado era apenas usuário e que a arma era mantida em casa por precaução, após uma tentativa de homicídio sofrida por ele. Pediu ainda a aplicação da pena mínima e a substituição por medidas restritivas de direito. No entanto, a juíza entendeu que as provas apontavam para o tráfico e que a arma não se destinava à legítima defesa, mas estava em desacordo com a lei.

Na sentença, a magistrada destacou que, embora a quantidade de drogas apreendidas fosse pequena, a forma de acondicionamento e os materiais encontrados indicavam atividade de comercialização. Além disso, o juiz afastou a possibilidade de benefício do chamado “tráfico privilegiado”, ao considerar que havia indícios de que o acusado mantinha vínculos com facção criminosa.

A pena foi fixada em 5 anos de reclusão pelo crime de tráfico e 1 ano de detenção pela posse ilegal da arma, totalizando 6 anos de prisão, em regime inicial semiaberto. O réu, porém, poderá recorrer em liberdade, já que não foram identificados requisitos atuais para sua prisão preventiva.

Além da condenação, a juíza determinou a destruição das drogas apreendidas, o recolhimento da arma e munições pelo Exército e a perda do dinheiro encontrado em favor da União, com destinação ao Fundo Nacional Antidrogas (Funad).

Residencial Dudu Amorim em São João do Piauí Inicia Ligações de Energia Elétrica

O Residencial Dudu Amorim começou a receber o fornecimento de energia elétrica a partir desta quinta-feira (3), com o início das ligações individuais e a instalação da rede. Esta medida, que beneficia as 150 casas do conjunto habitacional, atende a uma expectativa de um ano dos moradores pela conexão à rede elétrica.

A formalização do serviço ocorreu na manhã de hoje com a assinatura do contrato junto à Equatorial. Com a efetivação da instalação da rede e das ligações, as famílias do Residencial Dudu Amorim já podem, finalmente, usufruir de suas casas próprias com acesso à eletricidade, aguardado desde a entrega das residências.

Para celebrar esta conquista, um evento está programado para o próximo sábado (5). A data coincide com o aniversário de São João do Piauí e marca um ano da entrega das 150 casas do residencial.

Juiz nega pedido de revogação de liminar e mantém obra da UBS na Vila Foca, mas determina reavaliação do valor pago pela desapropriação

O juiz Caio Emanuel Severiano Santos e Sousa, da 2ª Vara da Comarca de São João do Piauí, negou o pedido do espólio de José Arraes para revogar a liminar que concedeu ao Município a posse provisória do terreno onde está sendo construída uma Unidade Básica de Saúde (UBS) no Bairro Vila Foca. Apesar de manter a continuidade da obra, o magistrado determinou a realização de uma nova avaliação judicial da área desapropriada, apontando falha no valor pago como indenização prévia.

A ação de desapropriação foi movida pelo Município com base no Decreto nº 43/2025, que declarou de utilidade pública uma área de 6.717,56 m², parte de um terreno maior, com o objetivo de construir uma UBS de Porte 2. A administração municipal depositou R$ 41.737,22 a título de indenização prévia, com base em um laudo que, segundo apontado pelo Magistrado, não continha assinatura de profissional técnico habilitado.

O espólio do ex-proprietário ingressou com pedido de suspensão da liminar que concedeu a posse provisória ao Município, alegando falsidade documental e desproporção no valor pago. Como argumento, apresentou laudo técnico próprio, assinado por engenheiro agrônomo, estimando o metro quadrado em R$ 50,00.

Ao analisar o caso, o magistrado reconheceu que os dois laudos – tanto o do Município quanto o da parte requerida – apresentavam vícios técnicos. No caso da Prefeitura, o juiz destacou erro na metodologia, pois a avaliação foi feita como se se tratasse de servidão administrativa, o que reduziu em 80% o valor da área. Já o laudo do espólio considerava o terreno como um todo, sem individualizar a parcela efetivamente desapropriada.

Apesar dos vícios, o juiz entendeu que suspender a posse provisória traria prejuízos à coletividade e comprometeria a continuidade da obra de relevante interesse público. Como solução de equilíbrio, determinou que a posse seja mantida, mas condicionada à complementação do depósito judicial com base em novo valor a ser apurado por um Oficial de Justiça Avaliador da Comarca. Caso o Município não complemente o valor no prazo de 15 dias após a nova avaliação, a liminar será revogada e a posse devolvida ao espólio.

A decisão busca equilibrar o direito constitucional à justa e prévia indenização com a urgência da execução de um equipamento de saúde essencial para a população do bairro Vila Foca.