O que te levou a escolher o nome dos seus filhos? Pais de São João do Piauí compartilham histórias e significados por trás dos nomes de seus filhos

Escolher o nome de um filho é uma decisão que carrega muito significado. Para muitos pais, esse momento reflete uma série de fatores, como homenagens a familiares, referências culturais ou mesmo a busca por algo único. O nome é mais do que apenas uma palavra: é a primeira marca que damos a uma nova vida. E, em São João do Piauí, as histórias por trás dos nomes dos filhos não são diferentes.

Em 2025, a primeira bebê nascida na cidade foi Aurora Liz. A escolha do nome, segundo a mãe, teve um toque de poesia e luz. “Aurora representa o nascer do sol, um novo começo, e Liz é uma homenagem à minha avó, que sempre foi uma mulher forte e inspiradora”, contou Maria, emocionada. Assim como ela, outros pais também buscam significados profundos ao escolher os nomes de seus filhos.

De acordo com dados da Maternidade Municipal Mãe Elisa, 430 bebês nasceram em 2024, e muitos pais optaram por nomes que fazem referência à natureza ou à religião. “Escolhi o nome de Samuel para meu filho porque, na Bíblia, ele é um homem de fé, e isso é algo que quero que ele tenha”, disse Antônio, pai de Samuel. Outros nomes, como Alice, Miguel e Gabriel, seguem a popularidade das gerações anteriores, carregando tanto significados clássicos quanto uma afinidade com a tradição.

Independentemente da escolha, o nome de uma criança é sempre uma expressão de amor, crenças e histórias pessoais. Em São João do Piauí, como em muitos outros lugares, cada nome carrega um pedaço do passado, um desejo para o futuro e, acima de tudo, uma conexão profunda com a identidade da família. Ao questionar os pais sobre o significado por trás do nome de seus filhos, percebemos que, mesmo em um mundo repleto de opções, o que importa é o carinho e a intenção por trás da escolha.

Tribunal de Contas de União decide liberar pagamentos do programa Pé-de-Meia

O plenário do Tribunal de Contas de União (TCU) decidiu ontem quarta-feira (12) liberar os pagamentos do programa Pé-de-Meia que estavam bloqueados. O programa é promovido pelo governo federal para estimular a permanência de estudantes do ensino médio na escola.

O tribunal também concedeu ao governo federal prazo de 120 dias para regularizar o programa e inserir os gastos no Orçamento de 2025, que ainda está em tramitação no Congresso.

O TCU aceitou um recurso do governo federal para liberar os repasses. Em janeiro deste ano, o ministro Augusto Nardes determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões dos R$ 13 bilhões previstos para o programa em 2025. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a revisão da decisão.

Durante a sessão, Nardes manteve o entendimento de que os recursos devem estar no Orçamento da União e disse que a falta de previsão afronta os “princípios legais que regem as contas públicas”. Contudo, o ministro reconheceu que o programa não pode continuar suspenso e prejudicar os beneficiários. O entendimento pela liberação foi seguido pelos demais ministros.

A legislação que criou o Pé-de-Meia estabelece que o programa seja financiado por meio do Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem), gerido pela Caixa Econômica Federal. O fundo pode ser abastecido tanto com recursos do Orçamento do ano vigente como por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

Pela 1ª vez no Piauí, Justiça concede auxílio-aluguel como medida protetiva para vítima de violência doméstica

A Justiça Piauiense concedeu auxílio-aluguel como medida protetiva de urgência para uma mulher, vítima de violência doméstica no estado. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Piauí (MPPI), determinando que o município de Simplício Mendes disponibilize o benefício à vítima pelo período de 6 meses.

A medida está prevista no artigo 23, inciso VI, da Lei Maria da Penha, com a recente inclusão do auxílio-aluguel pela Lei nº 14.674/2023 e visa garantir maior proteção e autonomia às mulheres em situação de violência doméstica, especialmente aquelas que dependem economicamente dos agressores. No caso em questão, a vítima declarou ser dona de casa e dependente financeira do companheiro, que custeava o aluguel do imóvel onde ela residia.

”Muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos por não terem condições financeiras de se manterem longe de seus agressores. O auxílio-aluguel é uma ferramenta essencial para garantir que essas vítimas possam reconstruir suas vidas de forma independente e segura”, afirmou o promotor Vinícius Nunes de Paula.

A decisão judicial determina que o município de Simplício Mendes passe a disponibilizar o benefício no prazo máximo de 15 dias. Além disso, a vítima deverá ser cadastrada na Secretaria Municipal de Assistência Social, que fará o acompanhamento necessário para garantir a efetividade da medida.

Segundo o promotor de Justiça, essa é a primeira vez que o benefício é concedido no Piauí, marcando um avanço significativo na proteção às mulheres em situação de violência doméstica. A decisão também atende às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que preveem a integração entre os órgãos da rede de proteção à mulher, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e a Secretaria Municipal de Assistência Social, para o acompanhamento adequado das vítimas.

Justiça determina novamente que Equatorial ligue energia no Residencial Dudu Amorim

Equatorial mais uma vez é intimada a ligar a energia no Residencial Dudu Amorim. A decisão foi proferida ontem (11) pela juíza relatora Dra. Valdênia Moura Marques, do Tribunal de Justiça do Piauí, determinando que a Equatorial cumpra a decisão da 2ª Vara da Comarca de São João do Piauí e faça a ligação da energia elétrica das 150 casas.

Em sua decisão, a juíza afirma que “a recusa da Equatorial em efetuar os serviços, baseada nos débitos do ente federativo, não se mostra, pois, justa e razoável, infringindo, inclusive, o princípio da dignidade da pessoa humana”.

A Equatorial entrou com recurso no TJ para derrubar a decisão do juiz da 2ª Vara da Comarca de São João do Piauí, proferida pelo juiz Ermano Martins. Em defesa, a empresa alegava débitos e falta de viabilidade técnica para instalação da energia nas casas. À época, a juíza Valdênia deu parecer favorável à Equatorial.

Entretanto, a Prefeitura comprovou a insustentabilidade dos argumentos e a juíza reconsiderou a sua própria decisão, dando parecer favorável ao município e aos moradores do Residencial Dudu Amorim.