Igreja Matriz bate recorde de arrecadação durante festejos de junho e anuncia novos investimentos

A Paróquia da Igreja Matriz registrou a maior arrecadação de sua história durante os festejos religiosos realizados entre os dias 14 e 24 de junho. Ao todo, foram arrecadados R$ 156.609,98, valor que, somado aos patrocínios no montante de R$ 14.500,00, totalizou R$ 171.109,98 em valores brutos — um recorde financeiro para a comunidade paroquial.

O pároco Ronivon Ribeiro comemorou o resultado e agradeceu publicamente aos dizimistas, benfeitores, doadores, membros das pastorais e movimentos da Igreja. “Muita gente se envolveu. Esse resultado é fruto do esforço coletivo e da fé do nosso povo”, destacou o sacerdote.

Segundo o padre, os recursos arrecadados ajudarão a custear melhorias na estrutura física da Igreja, que já vem passando por reformas nos últimos meses. Entre as prioridades está a implantação de um novo sistema de som, considerado uma demanda urgente para garantir a qualidade das celebrações.

Apesar do recorde, parte da arrecadação será deduzida com os custos das celebrações dos festejos, além do repasse obrigatório de 15% à Diocese. Outra despesa assumida pela paróquia neste período foi o custeio do funeral da irmã Virgínia, religiosa que serviu por muitos anos na comunidade. Ela faleceu na cidade de Floriano e foi sepultada em Conceição de Feira, na Bahia.

Este ano também marcou o encerramento da parceria com a Amiste, associação que realizava em Teresina um tradicional encontro filantrópico para arrecadação de fundos destinados à Igreja e a outras causas sociais.

Com o novo marco de arrecadação, a paróquia espera dar continuidade às obras e garantir melhores condições de acolhimento aos fiéis, reafirmando seu compromisso com a evangelização e a missão social.

Justiça condena homem por agressão à irmã no interior do Piauí e impõe medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha

A Justiça de São João do Piauí condenou D. R. da C. a dois anos de reclusão por lesão corporal praticada contra sua irmã, I. R. da C., em contexto de violência doméstica. A sentença foi proferida pela juíza Carmelita Angélica Lacerda Brito de Oliveira, da 1ª Vara da Comarca, que também determinou medidas protetivas para garantir a segurança da vítima.

O crime ocorreu em 27 de outubro de 2024, no povoado Duas Barras, zona rural de Campo Alegre do Fidalgo. Segundo a denúncia, o acusado chegou embriagado à casa da família e iniciou uma discussão com o pai, após molhar o sobrinho com água de uma torneira. Incomodado com a repreensão, D. R. da C. saiu e retornou pouco depois armado com uma faca e um facão. Ao se aproximar da janela da casa para questionar sua atitude, a irmã foi atingida de raspão por um golpe de facão, que só não causou ferimentos graves porque se prendeu a uma rede.

Testemunhas confirmaram a agressão, inclusive a mãe dos envolvidos, que relatou que o réu costuma ficar agressivo após o consumo de álcool. O companheiro da vítima e um policial militar que atendeu à ocorrência também relataram os fatos à Justiça.

Durante o interrogatório, o acusado admitiu ter ingerido bebida alcoólica, discutido com o pai e retornado à casa com a arma branca. Ele confessou ter golpeado a irmã, embora tenha alegado que a intenção seria apenas “dar uma palmada”.

A juíza entendeu que os fatos ocorreram em ambiente de relação familiar e doméstica, aplicando a Lei Maria da Penha. A pena de dois anos de reclusão foi substituída por duas penas restritivas de direitos: prestação de serviços à comunidade e o pagamento de R$ 1.000,00 a uma entidade assistencial.

Além disso, o réu foi condenado a pagar indenização mínima de R$ 5.000,00 à vítima pelos danos causados.

Como forma de proteger a integridade de I. R. da C., a magistrada também concedeu medida protetiva de urgência, determinando que o condenado mantenha distância mínima de 300 metros da vítima e se abstenha de qualquer tipo de contato, inclusive por meios eletrônicos ou por terceiros. A medida terá validade inicial de dois anos, podendo ser prorrogada conforme necessidade.

A decisão também prevê que, após o trânsito em julgado, o réu tenha seus direitos políticos suspensos e que seja iniciada a execução penal da sentença.

Mesmo com concessão dos serviços de água à Águas Piauí, Prefeitura de Nova Santa Rita planeja gastar mais de R$ 630 mil com manutenção de poços

Apesar da concessão dos serviços de abastecimento de água no Piauí à iniciativa privada, por meio da empresa Águas Piauí, pertencente ao Grupo Aegea, a Prefeitura de Nova Santa Rita pretende gastar mais de R$ 630 mil com manutenção de poços tubulares no município. O gasto consta no Edital de Pregão Eletrônico nº 010/2025, com sessão de abertura marcada para o próximo dia 17 de julho, às 9h, no Portal de Compras Públicas.

O objeto da licitação é a contratação de empresa especializada no fornecimento de peças e equipamentos para manutenção dos poços tubulares da cidade. Dentre os itens a serem adquiridos pela Prefeitura de Nova Santa Rita, estão 25 motobombas e 68 motores.

A iniciativa chama atenção diante do processo de regionalização do saneamento no Piauí e da ampliação das responsabilidades da Águas do Piauí no abastecimento de água potável. Com a concessão, é esperado que investimentos em infraestrutura e manutenção passem a ser realizados, em grande parte, pela concessionária privada, inclusive na zona rural dos municípios.

A manutenção dos poços por parte do poder público, portanto, suscita dúvidas sobre a abrangência da cobertura contratual da concessionária no município, ou se os sistemas mantidos pela prefeitura são alternativos e localizados em áreas não integradas ao sistema concessionado.

O edital completo pode ser acessado no Portal de Compras Públicas ou no site do TCE-PI. Empresas interessadas têm até 7h do dia 17 de julho de 2025 para enviar propostas e a documentação exigida.

Justiça determina internação de acusado de homicídio em São João do Piauí e mantém prisão preventiva de autor de crime em alojamento da COX Energy.

Dois casos de homicídio ocorridos em São João do Piauí, em menos de 48 horas, levaram a decisões distintas da Justiça, refletindo a gravidade e complexidade dos crimes registrados na região.

No primeiro caso, a Justiça determinou a internação provisória de Edilson Abade dos Santos, suspeito de assassinar Ademir Gonçalves dos Santos, de 44 anos, com golpes de faca na porta de sua residência, no bairro Barro Vermelho. O crime ocorreu nas primeiras horas do último domingo, após uma discussão motivada pelo consumo de bebidas alcoólicas.

Segundo a decisão da juíza Carmelita Angélica Lacerda Brito de Oliveira, da 1ª Vara da Comarca de São João do Piauí, Edilson confessou o homicídio após ser localizado em casa e teve a arma do crime apreendida. No entanto, a magistrada optou por não manter o suspeito no sistema prisional comum, considerando que ele já responde a outros processos e possui histórico de transtornos psiquiátricos, com acompanhamento no CAPS e possível diagnóstico de esquizofrenia.

O processo criminal foi suspenso para a realização de perícia médica psiquiátrica, com Edilson sendo internado no Hospital Areolino de Abreu, em Teresina. A Defensoria Pública foi nomeada como curadora do acusado, e ele permanecerá sob medida cautelar até a conclusão do laudo que irá avaliar sua sanidade mental.

No segundo caso, o juiz Mário Soares de Alencar, da Vara do Núcleo de Plantão de São Raimundo Nonato, converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Pedro Emanuel Lima, acusado de matar o colega de trabalho Bruno Ueslei Batista Ferreira, a golpes de punhal. O homicídio ocorreu na noite de sábado, 5 de julho, em um alojamento da empresa COX Energy, na zona rural de São João do Piauí.

Segundo os autos, o crime teve início durante uma discussão por causa de uma cadeira, enquanto os envolvidos consumiam bebidas alcoólicas com outros trabalhadores. Testemunhas relataram que, após desferir o primeiro golpe, a lâmina do punhal se soltou, e Pedro ainda tentou continuar a agressão com um pedaço de pau, antes de fugir. Ele foi capturado pela Polícia Militar na madrugada do dia seguinte, escondido nas proximidades do alojamento.

Durante a audiência de custódia, realizada por videoconferência, Pedro confirmou não ter sofrido maus-tratos e foi assistido por uma advogada do seu estado natal, o Rio Grande do Norte. O Ministério Público se manifestou pela manutenção da prisão, citando a gravidade do crime e o risco à ordem pública.

Na decisão, o juiz destacou a brutalidade do homicídio, a repercussão social do fato e a periculosidade do acusado, que já teria registros criminais anteriores. Para o magistrado, a prisão preventiva é indispensável para evitar novas práticas delituosas e proteger a sociedade. Nesse caso, o acusado permanecerá preso à disposição da Justiça enquanto prosseguem as investigações sobre o caso.