Novo aumento no preço do gás de cozinha impacta consumidores do Piauí

A partir desta terça-feira, 6 de maio, o preço do botijão de gás de 13 kg sofrerá um reajuste de até R$ 2,73, conforme comunicado da Distribuidora Nacional Gás. A medida afetará todos os estados do Nordeste, exceto a Bahia.

Em São João do Piauí, o valor médio do botijão já varia entre R$ 105 e R$ 120. No interior devido aos custos logísticos, o preço pode chegar a R$ 140 ou mais.

Este é o segundo aumento em menos de dois meses; o último ocorreu em 13 de março. A distribuidora atribui o reajuste aos sucessivos aumentos nos custos de aquisição do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), decorrentes dos leilões mensais realizados pela Petrobrás desde a mudança em sua política de precificação, em novembro de 2024.

A expectativa é que os preços no interior do estado, incluindo municípios como São João do Piauí, sejam ainda mais impactados devido à logística de transporte.

Contas de luz ficam mais caras em maio com adoção da bandeira amarela, alerta Aneel

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que, a partir de maio de 2025, as contas de luz em todo o país terão a aplicação da bandeira amarela. Isso implica um custo adicional de R$ 1,88 para cada 100 kWh consumidos. A medida foi adotada devido à redução das chuvas, característica da transição do período chuvoso para o seco, o que pode demandar maior acionamento de usinas termelétricas, que possuem energia mais cara.​

 

No Piauí, o consumo de energia elétrica tem apresentado crescimento significativo. Durante o período do B-R-O BRÓ, caracterizado por altas temperaturas, o estado registrou recordes de demanda, com picos de 905 MW em setembro de 2024, impulsionados pelo uso intensivo de aparelhos de refrigeração. ​

 

Apesar de contar com uma matriz energética 100% renovável, composta principalmente por fontes eólicas e solares, o Piauí enfrenta desafios relacionados à infraestrutura de transmissão. Em 2024, a região Nordeste concentrou 75% das interrupções de energia no país, devido a problemas na infraestrutura de transmissão elétrica. ​

 

Com a implementação da bandeira amarela, é esperado um impacto nas contas de energia dos consumidores piauienses, especialmente aqueles com maior consumo. É recomendável que os consumidores adotem medidas de economia de energia, como o uso consciente de aparelhos elétricos e a atenção ao tempo de uso, para mitigar os efeitos do aumento tarifário.

Bolsa Família beneficia mais de 600 mil famílias no Piauí

Em abril de 2025, o programa Bolsa Família no Piauí atingiu 601.971 famílias, com um investimento federal superior a R$ 409 milhões, o que resultou em um valor médio de benefício de R$ 680,03 por família. A capital, Teresina, liderou com mais de 102 mil famílias atendidas, seguida por outros municípios como Parnaíba, Barras, Picos e Campo Maior.

No contexto regional, a distribuição de benefícios tem sido uma importante ferramenta de apoio à população em situação de vulnerabilidade social, principalmente no Nordeste, região que concentra a maior parte dos beneficiários do programa. A atuação do Bolsa Família tem sido fundamental na redução da pobreza e no fortalecimento da segurança alimentar em diversas áreas do estado.

Embora a equipe da Alvorada FM não tenha conseguidos acesso à dados específicos sobre o número de beneficiários em São João do Piauí, é possível estimar que o município, com cerca de 22.000 habitantes, tenha recebido aproximadamente entre 2.500 a 3.000 famílias atendidas pelo programa, com base na média proporcional observada em outras cidades de porte semelhante.

A concentração de beneficiários no Nordeste demonstra a relevância do Bolsa Família como instrumento de inclusão social, evidenciando o papel vital que o programa desempenha no combate à pobreza e na promoção da segurança alimentar em uma das regiões mais carentes do Brasil.

Reajuste do salário mínimo em 2026 pode ser de R$ 112

O salário mínimo pode subir para R$ 1.630 a partir de janeiro de 2026, segundo previsão apresentada no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento ao Congresso Nacional nesta terça-feira (15). O valor representa um aumento de R$ 112 em relação ao mínimo atual, que é de R$ 1.518.

O reajuste leva em conta uma estimativa de inflação de 4,76% (INPC) até novembro de 2025, além do crescimento real de 2,5% previsto no novo arcabouço fiscal. Essa fórmula considera não apenas a reposição inflacionária, mas também o avanço da economia, garantindo ganho real ao trabalhador.

O novo valor só será confirmado após a aprovação do Congresso. Se aprovado, começará a valer oficialmente em 1º de janeiro de 2026, mas os trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais só começam a receber com o novo valor a partir de fevereiro.

Ainda segundo o PLDO, as projeções para os próximos anos indicam aumentos contínuos no salário mínimo: R$ 1.724 em 2027, R$ 1.823 em 2028 e R$ 1.925 em 2029, números que poderão ser ajustados conforme a economia evolua.