Após a publicação da matéria da Alvorada FM sobre a redução do volume da Barragem Jenipapo e o aumento das captações autorizadas no reservatório, a Brazilian Nickel, responsável pelo Projeto Piauí Níquel Metais (PPN), encaminhou nota oficial com esclarecimentos sobre sua outorga e sobre o futuro uso da água para o empreendimento localizado no município de Capitão Gervásio Oliveira.

A empresa afirma possuir uma licença ambiental vigente, concedida em 2023 e renovada em maio de 2024 pela Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semarh), que autoriza a instalação de uma adutora entre a Barragem Jenipapo e a área operacional do projeto. Segundo a companhia, todo o processo foi conduzido dentro das normas ambientais e contou com audiência pública realizada em Capitão Gervásio Oliveira ainda na fase de Licença Prévia, ocasião em que o projeto foi apresentado à comunidade.

De acordo com a Brazilian Nickel, a outorga de uso da água, emitida pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), estabelece como limite anual de captação 5.166.504 metros cúbicos, valor que corresponde a aproximadamente 2% da capacidade total da Barragem Jenipapo, estimada em 248 milhões de metros cúbicos de água.

A empresa ressalta que esse volume não compromete a disponibilidade hídrica do reservatório, especialmente porque a outorga considera cenários de segurança hídrica e restrições técnicas definidas pelo próprio órgão regulador.

A mineradora também informou que, até o momento, nenhuma captação foi iniciada, apesar de já possuir autorização ambiental e hídrica.

A Brazilian Nickel destacou ainda que o empreendimento foi concebido seguindo o princípio do uso responsável da água, incorporando sistemas que permitirão o reaproveitamento de parte significativa do volume utilizado durante a operação.

Segundo a empresa, essas medidas, somadas aos limites impostos pela ANA, são suficientes para assegurar que o consumo do Projeto Piauí Níquel se mantenha dentro de parâmetros considerados sustentáveis.

A Brazilian Nickel conclui reafirmando que mantém diálogo permanente com órgãos ambientais e com as comunidades da região, e que segue comprometida com a transparência e a adoção de práticas que preservem os recursos hídricos do semiárido piauiense.

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