Seis meses após o leilão que transferiu à empresa Aegea a concessão dos serviços de água e esgoto no Piauí, a transição entre a Agespisa e a Águas do Piauí avança em todo o estado. Técnicos da nova concessionária estão percorrendo os municípios para mapear as principais deficiências, e um dos maiores desafios identificados é reduzir a falta d’água, especialmente durante o período do BR-O-BRÓ, quando o clima é mais seco.

 

O contrato, que prevê investimentos de R$ 9,6 bilhões ao longo de 35 anos, tem como metas o fornecimento de água potável para 99% da população até 2033 e cobertura de 90% de coleta e tratamento de esgoto até 2040. A promessa é de impacto tanto nas áreas urbanas quanto nas zonas rurais, onde há expectativa de grandes mudanças.

 

Em São João do Piauí, por exemplo, comunidades rurais poderão passar a ter hidrômetros instalados, o que pode representar a introdução de cobrança pelo uso da água – algo que não ocorria antes da concessão.

 

Além dos investimentos em infraestrutura, a atuação da Águas do Piauí inclui um levantamento detalhado das condições dos sistemas em cada município, com foco em resolver as demandas mais urgentes. A inclusão das áreas rurais nesse processo representa uma mudança significativa na gestão do abastecimento, que até então era mais concentrada nas cidades.

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