Uma operação conjunta entre autoridades do Piauí, Maranhão e Itália desmantelou uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias, resultando em um prejuízo superior a R$ 12 milhões. A ação, denominada Operação Personagens, foi deflagrada na manhã desta sexta-feira (4) pela Secretaria de Segurança Pública do Piauí (SSP-PI), por meio da 2ª Delegacia de Repressão aos Crimes Patrimoniais (DEPATRI) de Parnaíba, em colaboração com a Diretoria de Inteligência da Polícia Civil e a Polícia Militar do Piauí.
As investigações revelaram que o grupo utilizava métodos sofisticados para cometer os crimes, incluindo a falsificação de documentos como RGs e CNHs, abertura de contas bancárias com dados falsos, obtenção de empréstimos consignados fraudulentos e uso indevido de cartões de crédito para compras com milhas e contratação de seguros de vida. O esquema operava com núcleos distintos: um grupo recrutava “laranjas” que forneciam fotos e dados para a confecção de documentos falsos; com esses dados, eram criadas contas bancárias digitais em nome das vítimas – geralmente beneficiárias de programas previdenciários. Os criminosos usavam a técnica de validação por reconhecimento facial, com a participação dos “laranjas” para concluir os procedimentos de verificação dos bancos. Após a liberação dos empréstimos fraudulentos, o dinheiro era transferido para contas controladas por intermediários e, posteriormente, para os membros da quadrilha.
Até o momento, 20 pessoas foram presas, incluindo um dos investigados que se encontra na Itália e teve seu nome inserido na Difusão Vermelha da Interpol. As autoridades apreenderam diversos materiais que comprovam as atividades fraudulentas, como registros contábeis falsificados e equipamentos eletrônicos utilizados nas operações ilegais. A colaboração internacional foi fundamental para o sucesso da operação, permitindo o rastreamento das atividades do grupo em diferentes jurisdições e a coordenação eficaz das ações de cumprimento da lei.
Este caso ressalta a importância da cooperação entre países no combate a crimes financeiros transnacionais e serve como um alerta para a necessidade de vigilância contínua por parte das instituições financeiras e órgãos reguladores. A população é encorajada a denunciar atividades suspeitas às autoridades competentes para ajudar na prevenção de futuros crimes dessa natureza.