60% dos mortos em rodovias do Piauí não tinham CNH, aponta PRF

Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam que 60% das vítimas fatais em acidentes nas rodovias federais do Piauí em 2024 não possuíam Carteira Nacional de Habilitação (CNH). No total, 121 pessoas perderam a vida e 1.151 ficaram feridas em colisões registradas ao longo do ano.

O inspetor Alexandro Lima destaca que a falta de habilitação representa um risco significativo para a segurança no trânsito. “A PRF atua tanto na educação de motoristas quanto na fiscalização. Apenas no primeiro trimestre de 2025, flagramos 1.467 condutores dirigindo sem CNH”, afirmou.

Os dados de 2025 já mostram um cenário preocupante. Entre janeiro e março, foram registrados 235 feridos e 20 mortes de condutores nas rodovias piauienses. Destes, 68 feridos e 11 mortos não eram habilitados. A PRF alerta que a maioria dos motoristas sem CNH são jovens, o que reforça a necessidade de campanhas educativas.

A fiscalização será intensificada para coibir a prática e reduzir os acidentes. A PRF orienta que motoristas sem habilitação evitem dirigir, pois além de colocar a própria vida em risco, comprometem a segurança de todos nas rodovias.

Feminicídios aumentam no Piauí e expõem falhas na proteção às vítimas

O Piauí registrou um aumento alarmante nos casos de feminicídio em 2024. De acordo com dados da Secretaria de Segurança Pública, houve um crescimento de 32% em comparação com o ano anterior. A violência letal contra mulheres tem se tornado uma preocupação crescente, especialmente no interior do estado, onde o acesso a redes de proteção ainda é limitado.

Levantamentos apontam que a maioria das vítimas já havia sofrido agressões anteriormente e buscado ajuda sem sucesso. A falta de estrutura da Delegacia da Mulher e a escassez de casas de acolhimento agravam o problema. Em Teresina, por exemplo, apenas um abrigo para mulheres vítimas de violência está em funcionamento, e já opera com superlotação.

Casos de violência contra mulheres aumentam no Piauí.

Além dos feminicídios, os casos gerais de violência contra a mulher também aumentaram. Em 2024, foram registrados 238 casos no estado, contra 202 em 2023. Teresina lidera o número de ocorrências, seguida por Parnaíba e Floriano. Especialistas alertam que a ausência de medidas preventivas e a impunidade são fatores que contribuem para esse cenário.

Diante dessa realidade, movimentos sociais e organizações feministas cobram do poder público a implementação de políticas mais eficazes. Entre as medidas sugeridas estão a ampliação das delegacias especializadas, a criação de mais casas de acolhimento e a efetivação do botão do pânico para vítimas de violência doméstica. Enquanto isso, a cada novo caso, vidas continuam sendo perdidas e histórias silenciadas.

OAB Piauí lança cartilha para alertar sobre golpe do falso advogado

A Ordem dos Advogados do Brasil, Seccional Piauí, divulgou na última segunda-feira (31) a cartilha “Cuidado com o Golpe do Falso Advogado!”, uma iniciativa para alertar a população sobre uma fraude que tem se espalhado por todo o país.

O golpe consiste na atuação de criminosos que se passam por advogados para enganar vítimas e obter vantagens financeiras indevidas. Em muitos casos, os golpistas entram em contato com pessoas alegando representar escritórios de advocacia ou órgãos judiciais, cobrando valores por supostos serviços ou processos inexistentes.

O presidente da Subseção de São João do Piauí, Marcelo Lavor, destacou a importância da conscientização para evitar que mais pessoas sejam lesadas. “Os criminosos se aproveitam da vulnerabilidade das vítimas para aplicar o golpe. É essencial que todos estejam atentos e verifiquem sempre a autenticidade das informações antes de realizar qualquer pagamento”, afirmou.

A cartilha lançada pela OAB Piauí traz orientações sobre como identificar sinais de fraude e os cuidados que devem ser tomados ao contratar serviços advocatícios. A recomendação principal é sempre conferir se o profissional está devidamente registrado na OAB, utilizando canais oficiais de consulta.

Com o aumento dos casos em diferentes estados, a OAB reforça que a denúncia é fundamental para combater essa prática criminosa. Qualquer suspeita deve ser informada às autoridades competentes para que os responsáveis sejam identificados e punidos.

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