População de São João do Piauí revela dificuldades para manter resoluções de fim de ano

As portas de 2025 estão oficialmente abertas. Inclusive, para as promessas feitas no ano que ficou para trás. Com a chegada de um novo ano, muitos de nós começamos a estabelecer metas para buscar nossa melhor versão, seja ela pessoal ou profissional. Desde hábitos mais saudáveis até conquistas financeiras, o início de um novo ciclo traz expectativas e planos de mudanças.

Já alcançamos metade do segundo mês do ano, mas e aqueles planejamentos que foram estabelecidos lá atrás? Nossa equipe esteve nas ruas de São João do Piauí perguntando aos populares se as metas estabelecidas no final de 2024 estão se cumprindo. As respostas revelam um cenário comum: enquanto alguns seguem firmes em seus objetivos, muitos já enfrentam dificuldades para manter o foco.

Maria de Lourdes, 34 anos, compartilhou que sua principal meta era economizar dinheiro, mas as despesas inesperadas atrapalharam o planejamento. “Eu comecei bem em janeiro, mas logo apareceram contas que não esperava, e acabei gastando mais do que queria”, desabafou. Por outro lado, João Marcos, 29, destacou que conseguiu manter a rotina de exercícios físicos, uma meta que adiava há anos. “Dessa vez me organizei e incluí na agenda. Está funcionando”, relatou animado.

Especialistas em desenvolvimento pessoal afirmam que a persistência é fundamental para transformar resoluções em realidade. Eles sugerem revisar as metas periodicamente, ajustando estratégias conforme os desafios surgem. Além disso, estabelecer objetivos menores e mensuráveis ajuda a manter a motivação ao longo do ano. As promessas de Ano Novo continuam vivas, mas o compromisso diário é o que as torna alcançáveis. Em São João do Piauí, assim como em qualquer lugar, o desafio de cumprir metas permanece, exigindo disciplina e adaptabilidade.

Tribunal de Contas de União decide liberar pagamentos do programa Pé-de-Meia

O plenário do Tribunal de Contas de União (TCU) decidiu ontem quarta-feira (12) liberar os pagamentos do programa Pé-de-Meia que estavam bloqueados. O programa é promovido pelo governo federal para estimular a permanência de estudantes do ensino médio na escola.

O tribunal também concedeu ao governo federal prazo de 120 dias para regularizar o programa e inserir os gastos no Orçamento de 2025, que ainda está em tramitação no Congresso.

O TCU aceitou um recurso do governo federal para liberar os repasses. Em janeiro deste ano, o ministro Augusto Nardes determinou o bloqueio de R$ 6 bilhões dos R$ 13 bilhões previstos para o programa em 2025. Em seguida, a Advocacia-Geral da União (AGU) pediu a revisão da decisão.

Durante a sessão, Nardes manteve o entendimento de que os recursos devem estar no Orçamento da União e disse que a falta de previsão afronta os “princípios legais que regem as contas públicas”. Contudo, o ministro reconheceu que o programa não pode continuar suspenso e prejudicar os beneficiários. O entendimento pela liberação foi seguido pelos demais ministros.

A legislação que criou o Pé-de-Meia estabelece que o programa seja financiado por meio do Fundo de Incentivo à Permanência no Ensino Médio (Fipem), gerido pela Caixa Econômica Federal. O fundo pode ser abastecido tanto com recursos do Orçamento do ano vigente como por meio do Fundo Garantidor de Operações (FGO) e do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc).

Pela 1ª vez no Piauí, Justiça concede auxílio-aluguel como medida protetiva para vítima de violência doméstica

A Justiça Piauiense concedeu auxílio-aluguel como medida protetiva de urgência para uma mulher, vítima de violência doméstica no estado. A decisão atendeu ao pedido do Ministério Público do Piauí (MPPI), determinando que o município de Simplício Mendes disponibilize o benefício à vítima pelo período de 6 meses.

A medida está prevista no artigo 23, inciso VI, da Lei Maria da Penha, com a recente inclusão do auxílio-aluguel pela Lei nº 14.674/2023 e visa garantir maior proteção e autonomia às mulheres em situação de violência doméstica, especialmente aquelas que dependem economicamente dos agressores. No caso em questão, a vítima declarou ser dona de casa e dependente financeira do companheiro, que custeava o aluguel do imóvel onde ela residia.

”Muitas mulheres permanecem em relacionamentos abusivos por não terem condições financeiras de se manterem longe de seus agressores. O auxílio-aluguel é uma ferramenta essencial para garantir que essas vítimas possam reconstruir suas vidas de forma independente e segura”, afirmou o promotor Vinícius Nunes de Paula.

A decisão judicial determina que o município de Simplício Mendes passe a disponibilizar o benefício no prazo máximo de 15 dias. Além disso, a vítima deverá ser cadastrada na Secretaria Municipal de Assistência Social, que fará o acompanhamento necessário para garantir a efetividade da medida.

Segundo o promotor de Justiça, essa é a primeira vez que o benefício é concedido no Piauí, marcando um avanço significativo na proteção às mulheres em situação de violência doméstica. A decisão também atende às recomendações do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que preveem a integração entre os órgãos da rede de proteção à mulher, como o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS) e a Secretaria Municipal de Assistência Social, para o acompanhamento adequado das vítimas.

Justiça determina novamente que Equatorial ligue energia no Residencial Dudu Amorim

Equatorial mais uma vez é intimada a ligar a energia no Residencial Dudu Amorim. A decisão foi proferida ontem (11) pela juíza relatora Dra. Valdênia Moura Marques, do Tribunal de Justiça do Piauí, determinando que a Equatorial cumpra a decisão da 2ª Vara da Comarca de São João do Piauí e faça a ligação da energia elétrica das 150 casas.

Em sua decisão, a juíza afirma que “a recusa da Equatorial em efetuar os serviços, baseada nos débitos do ente federativo, não se mostra, pois, justa e razoável, infringindo, inclusive, o princípio da dignidade da pessoa humana”.

A Equatorial entrou com recurso no TJ para derrubar a decisão do juiz da 2ª Vara da Comarca de São João do Piauí, proferida pelo juiz Ermano Martins. Em defesa, a empresa alegava débitos e falta de viabilidade técnica para instalação da energia nas casas. À época, a juíza Valdênia deu parecer favorável à Equatorial.

Entretanto, a Prefeitura comprovou a insustentabilidade dos argumentos e a juíza reconsiderou a sua própria decisão, dando parecer favorável ao município e aos moradores do Residencial Dudu Amorim.